10 de julho de 2011

Eu nunca guardei rebanhos - Fernando Pessoa

Eu nunca guardei rebanhos,
Mas é como se os guardasse.
Minha alma é como um pastor,
Conhece o vento e o sol
E anda pela mão das Estações
A seguir e a olhar.
Toda a paz da Natureza sem gente
Vem sentar-se a meu lado.
Mas eu fico triste como um pôr de sol
Para a nossa imaginação,
Quando esfria no fundo da planície
E se sente a noite entrada
Como uma borboleta pela janela. 

Mas a minha tristeza é sossego
Porque é natural e justa
E é o que deve estar na alma
Quando já pensa que existe
E as mãos colhem flores sem ela dar por isso. 
Como um ruído de chocalhos
Para além da curva da estrada,
Os meus pensamentos são contentes.
Só tenho pena de saber que eles são contentes,
Porque, se o não soubesse,
Em vez de serem contentes e tristes,
Seriam alegres e contentes. 
Pensar incomoda como andar à chuva
Quando o vento cresce e parece que chove mais. 
Não tenho ambições nem desejos
Ser poeta não é uma ambição minha
É a minha maneira de estar sozinho. 
E se desejo às vezes
Por imaginar, ser cordeirinho
(Ou ser o rebanho todo
Para andar espalhado por toda a encosta
A ser muita cousa feliz ao mesmo tempo), 
É só porque sinto o que escrevo ao pôr do sol,
Ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz
E corre um silêncio pela erva fora. 
Quando me sento a escrever versos
Ou, passeando pelos caminhos ou pelos atalhos,
Escrevo versos num papel que está no meu pensamento,
Sinto um cajado nas mãos
E vejo um recorte de mim
No cimo dum outeiro,
Olhando para o meu rebanho e vendo as minhas idéias,
Ou olhando para as minhas idéias e vendo o meu rebanho,
E sorrindo vagamente como quem não compreende o que se diz
E quer fingir que compreende. 
Saúdo todos os que me lerem,
Tirando-lhes o chapéu largo
Quando me vêem à minha porta
Mal a diligência levanta no cimo do outeiro.
Saúdo-os e desejo-lhes sol,
E chuva, quando a chuva é precisa,
E que as suas casas tenham
Ao pé duma janela aberta
Uma cadeira predileta
Onde se sentem, lendo os meus versos.
E ao lerem os meus versos pensem
Que sou qualquer cousa natural —
Por exemplo, a árvore antiga
À sombra da qual quando crianças
Se sentavam com um baque, cansados de brincar,
E limpavam o suor da testa quente

Com a manga do bibe riscado.
Fernando Pessoa

9 de julho de 2011

Café com leitura!

       Ah! Como é bom no fim de tarde degustar aquele café quentinho e saboroso, melhor ainda quanto vem acompanhado de um bom papo e\ou leitura. 
        Observe este poema práxis e sinta também o aroma da leitura envolvendo o seu ser.
          E, então, respondeu a pergunta final do poema? Existe coisa mais gostosa para se fazer nesta vida?
          Deixe seu comentário no blog Diário Virtual de Leitura.

5 de julho de 2011

Férias pra que te quero livros!

fonte:http://bibliotecadajaimemoniz.blogspot.com
         Para os amantes da boa leitura segue uma indicação maravilhosa do site www.dominiopublico.gov.br com variados recursos e disponibilidade para dowloads de arquivos e livros dos grandes mestres da literatura mundial para citar Fernando Pessoa e Machado de Assis.
         Aproveite a oportunidade e desbrave o maravilhoso universo da leitura. 
         Ah! Não esqueça de postar e sugerir nas páginas do blog diário Virtual de Leitura durante este mês.
        Abraço leitor de Jemima Silvestre e Marília Costa.

1 de julho de 2011

Férias com livros!

          As férias começaram, mas é importante também exercitar a mente. Uma boa dica do blog Diário Virtual de Leitura é ler livros de sua preferência e por que não acompanhado de músicas alegres e descontraídas?
Abraço a todos os nossos seguidores,
                                               Jemima Silvestre e Marília Costa.

O mistério que há nas palavras


            A história do filme O nome da Rosa ocorreu no ano de 1327 em um mosteiro Beneditino Italiano, onde se localizava a biblioteca que guardava pergaminhos e livros com textos científicos e filosóficos, tidos como proibidos.
            A chegada de um monge franciscano foi designada para investigar várias mortes, que estavam ocorrendo no mosteiro, tendo como vítimas os próprios religiosos.
            O fator intrigante da trama é que os mortos eram encontrados com a língua e dedos pretos. No decorrer da história, descobre-se que os mortos haviam manuseado determinado livro.
       O livro, cujas páginas estavam envenenadas, foi escrito pelo filósofo Aristóteles, onde enaltecia o riso, ofendendo profundamente a Igreja Católica na época medieval.
       O acesso a este livro era restrito, sendo considerado como uma ameaça a doutrina cristã. A comédia era vista como uma forma de fazer com que as pessoas perdessem o temor a Deus e, portanto faria desmoronar todo o poderio cristão.
       O filme pode ser interpretado com um caráter filosófico, já que nele se buscava também “a verdade”.
       A obra O Nome da Rosa é considerada uma crônica da vida religiosa do século XVI. A expressão nome da rosa foi usada na Idade Média e significa “o infinito poder das palavras”.
       O filme é baseado no livro com o mesmo título e recebeu este nome por conta do grande valor que se encontrava na biblioteca destruída e descrita na trama e nos grandes segredos que ela guardava.
       Um dos pontos importantes do filme é que a história mostra o poder que a igreja exercia sobre o povo daquela época.
       Os mistérios e a vontade que o detetive apresentava em descobrir os crimes que estavam atrás das portas do mosteiro, leva o telespectador a ter mais vontade de assistir ao filme e a descobrir cada detalhe que nele há.

Resenha escrita por Alisson Ferreira, Edson Breno, João Vitor e Karen Bezerra, alunos do 1º ano do curso de Informática da EEEP Elsa Maria Porto Costa Lima.

O SEGREDO DA ROSA.


“A razão humana era má e só seria desejável perder-se no nada divino.”


Se você é amante do cinema e adora filmes instigantes e misteriosos, não deixe de assistir ao o filme O nome da Rosa baseado no romance mesmo nome do escritor internacionalmente conhecido Umberto Eco.
É uma história ocorrida na Idade Média, no ano de 1327, em um mosteiro italiano, no qual estava acontecendo uma série de assassinatos.
A partir daí, chega para investigar esses crimes o frade franciscano William de Baskerville, interpretado pelo ator Sean Connery, que traz consigo seu ajudante, Adso van Melk, interpretado pelo ator Christian Slater.
Alguns acreditam que os assassinatos são obra do demônio, mas William de Baskerville não compartilha dessa ideia. Com a união de provas, ele descobre segredos guardados a sete chaves pela Igreja Católica, que guarda livros de alto teor artístico, na biblioteca labirintesca.
Dessa forma, o monge utiliza-se da ciência e, consequentemente, da razão para dar solução aos crimes do mosteiro o que desagradava muito a santa inquisição, na figura do inquisidor Bernardo Gui que realmente existiu e foi  considerado um dos mais severos inquisidores.
O filme é composto de ação, suspense e um cenário sangrento sobre a história da humanidade. Idade das Trevas, em que a Igreja dominava todo o saber e que se deixava na ignorância todos os outros.
Certamente uma narrativa fantástica resultaria em um filme espetacular que mostra em detalhes a vida na Idade Média, de todo o poder e inquestionável ação da igreja, além de sua influência na vida das pessoas.
Também nos apresenta a real função do conhecimento tão bem utilizado pelo personagem principal que aliado a técnica, antecipa ações do ser humano que hoje é capaz de vencer todas as misérias do mundo, até criar uma era de grande prosperidade material e de completa felicidade natural.
Para os teocentristas descritos e visualizados na produção cinematográfica, o mundo era um lugar muito perigoso e irredimível por ser obra de um Deus perverso, diferente da divindade.

Resenha escrita por Mariana Letícia Silva, Mikael Rodrigues, Mírian Andrade e Rayanna Rodrigues, alunos do 1º ano do curso de Informática da EEEP Elsa Maria Porto Costa Lima.
Fonte da imagem:http://tootmind.blogspot.com/2009/10/alem-do-segredo.html

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