31 de julho de 2013

É tempo de...

      Saudações turma que acompanha o blog Diário Virtual de Leitura!
     Mais um período de férias é concluído e muito temos o que fazer a partir de agora. A rotina de descanso dá espaço para os afazeres escolares e acadêmicos, mas uma coisa ainda permanecerá nessa rotina: nossa atenção para a leitura. De preferência pela boa leitura e reflexão das coisas, das pessoas, enfim da vida.
    Para fechar o mês de férias com chave-de-ouro, publicamos um poema ilustrado de Fernando Pessoa que traduz muito bem os dias que virão, não esqueça de registrar suas expectativas para o novo semestre de 2013.


25 de julho de 2013

Dia do escritor


        Olá, turminh@ que acompanha o blog Diário Virtual de Leitura!
       A data de hoje é especialíssima, pois registra a importância do escritor na sociedade e, principalmente, na vida de nós, leitores, assumidos e apaixonados por esta arte: a arte de escrever e envolver o outro neste universo outro de um alguém desconhecido que nos leva ao desconhecido e ao mesmo tempo passa a ser conhecido.      
     Puxa! Acho que agora filosofamos, mas a proposta é essa mesmo. Os escritores através de suas histórias são capazes de nos proporcionar essas sensações, nos envolver e até mesmo nos encorajar diante de nossas limitações, como o próprio João Cabral de Melo Neto já disse: "Escrever é estar no extremo de si mesmo", por isso deixe em forma de comentário a sua homenagem aos escritores que mais contribuíram na sua formação leitor@
Boa homenagem a tod@s!

22 de julho de 2013

Uma vida humana

       Saudações leitor@s, turminha que acompanha o blog Diário Virtual de Leitura!
      O texto de hoje é de autoria de Roberto Mangabeira Unger, filósofo e destacado teórico social
    Sua obra de filosofia, Teoria Social e Direito é citada por intelectuais do porte de Jurgen Habermas, Richard Rorty, Cui Zhiyuan e Perry Anderson. Segundo este último, Mangabeira Unger, "como Edward Said ou Salman Rushdie, faz parte daquela constelação de intelectuais do Terceiro Mundo, ativa e eminente no Primeiro Mundo, sem ser assimilada por ele, cujo número e influência estão destinados a crescer".Para Anderson, Unger é "uma mente filosófica do Terceiro Mundo que vira a mesa para se tornar um sintetizador e profeta do primeiro mundo".  Atualmente ele escreve na coluna Opinião do jornal Folha de São Paulo, além de atuar na política brasileira desde a década de 70. 
     Leiamos o texto Uma vida humana e reflitamos a mensagem do texto deixando suas impressões de leitura em forma de comentário.


Cada um de nós nasce enquadrado. Acordamos do nada e nos encontramos jogados dentro de uma classe, de uma raça, de uma nação, de uma cultura, de uma época. Nunca mais conseguimos nos desvencilhar completamente desse enquadramento. Ele nos faz o que somos.
Mas não tudo o que somos. O indivíduo sente e sabe também ser mais do que essa situação ao mesmo tempo definidora e acidental. Ela nos quer aprisionar num destino específico. Contra este se rebela, em cada pessoa, o espírito, que se reconhece como infinito acorrentado pelo finito. E tudo o que quer o espírito é encontrar uma moradia no mundo que lhe faça justiça, respeitando-lhe a vocação para transgredir e transcender. Por isso, as raízes de um ser humano deitam mais no futuro do que no passado.
Entretanto o indivíduo cedo precisa abandonar a ideia de ser tudo para que possa ser alguém. Escolhendo e abrindo um caminho ou aceitando o caminho que lhe é imposto, ele se mutila. Suprime muitas vidas possíveis para construir uma vida real. Essa mutilação é o preço de qualquer engajamento fecundo. Para que ela não nos desumanize, temos de continuar a senti-la: a dor no ponto da amputação e os movimentos-fantasmas dos membros que cortamos fora. Precisamos imaginar a experiência das pessoas que poderíamos ter sido.
Depois, já mutilados e lutando, vemo-nos novamente presos dentro de uma posição que, por melhor que seja ainda não faz jus àquele espírito dentro de cada pessoa que é o infinito preso no finito. Rendendo-nos, por descrença e desesperança, a essa circunstância, começamos a morrer. Uma múmia se vai formando em volta de cada um de nós. Para continuar a viver até morrer de uma só vez, em vez de morrer muitas vezes e aos poucos, temos de romper a múmia de dentro para fora. A única maneira de fazê-lo é nos desproteger, provocando embates que nos devolvam à condição de incerteza e abertura que abandonamos quando aceitamos nos mutilar.
É do hábito de imaginar como outros sofrem a mesma trajetória que surge a compaixão. Aliada ao interesse prático, ela nos permite cooperar no enfrentamento das condições que tornam o mundo inóspito ao espírito. E é para torná-lo mais hospitaleiro ao espírito que precisamos democratizar sociedades e reinventar instituições. Temos de desrespeitar e reconstruir as estruturas para poder respeitar e divinizar as pessoas.
Vivemos, porém, em tempo biográfico, não em tempo histórico. Precisamos de soluções que nos atendam no espaço das vidas que temos para viver. Qualquer construção institucional precisa, para avançar, beber na seiva de frustrações e aspirações pessoais.
Uma doçura gratuita, calor misterioso, já une o Brasil. Será que nasce da sabedoria a respeito das coisas mais importantes? A maioria dos brasileiros parece saber, instintivamente, a verdade sobre o drama do espírito - tudo que eu trabalhei tão penosa e tardiamente para descobrir. Não conseguimos, porém, passar da intuição da realidade existencial à imaginação das possibilidades coletivas. Ainda nos faltam clareza sobre um rumo para o país e confiança em nossa capacidade para desbravá-lo. Desiludidos da vida pública, temos de passar pela desilusão da desilusão e nos fazermos profetas de nossa própria grandeza.

Roberto Mangabeira Unger escreve às terças-feiras na coluna Opinião do jornal Folha de São Paulo.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1109200107.htm



20 de julho de 2013

16 de julho de 2013

10 motivos para ler todos os dias


     Saudações leitoras, galerinha que acompanha o blog Diário Virtual de Leitura!
    A dica de hoje é bem simples, aliás são várias dicas, mais precisamente 10 motivos pelos quais você deveria ler todos os dias. Vejamos:

1. Estímulo mental
O cérebro necessita treinamento para se manter forte e saudável e a leitura é uma ótima maneira de estimular a mente e mantê-la ativa. Além disso, estudos mostram que os estímulos mentais desaceleram o progresso de doenças como demência e Alzheimer.

2. Redução do estresse
Quando você se insere em uma nova história diferente da sua, os níveis de estresse que você viveu no dia são diminuídos radicalmente. Uma história bem escrita pode transportá-lo para uma nova realidade, o que vai distraí-lo dos problemas do momento.

3. Aumento do conhecimento
Tudo o que você lê é enviado para o seu cérebro com uma etiqueta de “novas informações”. Mesmo que elas não pareçam tão essenciais para você agora, em algum momento elas podem ajudá-lo, como em uma entrevista de emprego ou mesmo durante um debate em sala de aula.

4. Expansão de vocabulário
A leitura expõe você a novas palavras que inevitavelmente elas serão incluídas no seu vocabulário. Conhecer um número grande de palavras é importante porque permite que você seja mais articulado em seus discursos, de maneira que até mesmo a sua confiança será impulsionada.

5. Desenvolvimento da memória
Quando você lê um livro (especialmente os grandes) precisa se lembrar de todos os personagens, seus pontos de vista, o contexto em que cada um está inserido e todos os desvios que a história sofreu. A boa notícia é que você pode utilizar isso a seu favor, fazendo dos livros um treino para a sua memória. Guardar essa quantidade de informações faz com que você esteja mais apto para se lembrar de eventos cotidianos.

6. Habilidade de pensamento crítico
Já leu um livro que prometia um mistério confuso e acabou por desvendá-lo antes mesmo do meio da história? Isso mostra a sua agilidade de pensamento e suas habilidades de pensamento crítico. Esse tipo de talento também é desenvolvido por meio da leitura. Portanto, quanto mais você lê, mais aumenta sua habilidade de estabelecer conexões.

7. Aumento de foco e concentração
O mundo agitado de hoje faz com que sua atenção seja dividida em várias partes, de modo que manter-se concentrado em apenas uma tarefa torna-se um desafio. Contudo, livros com histórias envolventes são capazes de desligar você do mundo ao redor, fazendo com que sua atenção esteja inteiramente voltada para o que acontece na trama. Embora você não perceba, esse tipo de exercício ajuda você a se concentrar em outras ocasiões, como quando precisa finalizar um projeto urgente.

8. Habilidades de escrita
Esse tipo de habilidade anda lado a lado com a expansão do seu vocabulário. Assim como a leitura permite a você ser alguém mais articulado na fala, também vai ajuda-lo a colocar com mais clareza os seus pensamentos no papel. Isso vai dar a você a chance de produzir textos com mais qualidade, não apenas de vocabulário, como também correção gramatical e ideias mais ricas.

9. Tranquilidade
O fato de envolver você em uma história e livrá-lo do estresse cotidiano faz do livro uma ótima ferramenta para alcançar a paz interior. Nos momentos de estresse, procure se distrair do que acontece com uma história que atrai seu interesse. Isso vai acalmá-lo e ajudá-lo a melhorar seu humor.

10. Entretenimento a baixo custo
Muitas pessoas acreditam que o conceito de diversão está diretamente ligado aos altos custos de uma viagem ou mesmo de uma festa. Contudo, se você encontrar um livro que chame a sua atenção, poderá viajar sem sair da sua casa. 



A menina de Goiás

       Saudações literárias, turm@ que acompanha o blog Diário Virtual de Leitura!       Após um período de ócio produtivo, o bl...