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Mostrando postagens de Julho, 2011

Eu nunca guardei rebanhos - Fernando Pessoa

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Eu nunca guardei rebanhos,
Mas é como se os guardasse.
Minha alma é como um pastor,
Conhece o vento e o sol
E anda pela mão das Estações
A seguir e a olhar.
Toda a paz da Natureza sem gente
Vem sentar-se a meu lado.
Mas eu fico triste como um pôr de sol
Para a nossa imaginação,
Quando esfria no fundo da planície
E se sente a noite entrada
Como uma borboleta pela janela. 
Mas a minha tristeza é sossego
Porque é natural e justa
E é o que deve estar na alma
Quando já pensa que existe
E as mãos colhem flores sem ela dar por isso. 
Como um ruído de chocalhos
Para além da curva da estrada,
Os meus pensamentos são contentes.
Só tenho pena de saber que eles são contentes,
Porque, se o não soubesse,
Em vez de serem contentes e tristes,
Seriam alegres e contentes. 
Pensar incomoda como andar à chuva
Quando o vento cresce e parece que chove mais. 
Não tenho ambições nem desejos
Ser poeta não é uma ambição minha
É a minha maneira de estar sozinho. 
E se desejo às vezes
Por imaginar, ser cordeirinho
(O…

Café com leitura!

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Ah! Como é bom no fim de tarde degustar aquele café quentinho e saboroso, melhor ainda quanto vem acompanhado de um bom papo e\ou leitura.          Observe este poema práxis e sinta também o aroma da leitura envolvendo o seu ser. E, então, respondeu a pergunta final do poema? Existe coisa mais gostosa para se fazer nesta vida?
          Deixe seu comentário no blog Diário Virtual de Leitura.

Férias pra que te quero livros!

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Para os amantes da boa leitura segue uma indicação maravilhosa do site www.dominiopublico.gov.br com variados recursos e disponibilidade para dowloads de arquivos e livros dos grandes mestres da literatura mundial para citar Fernando Pessoa e Machado de Assis.          Aproveite a oportunidade e desbrave o maravilhoso universo da leitura.           Ah! Não esqueça de postar e sugerir nas páginas do blog diário Virtual de Leitura durante este mês.         Abraço leitor de Jemima Silvestre e Marília Costa.

Férias com livros!

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As férias começaram, mas é importante também exercitar a mente. Uma boa dica do blog Diário Virtual de Leitura é ler livros de sua preferência e por que não acompanhado de músicas alegres e descontraídas? Abraço a todos os nossos seguidores,  Jemima Silvestre e Marília Costa.

O mistério que há nas palavras

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A história do filme O nome da Rosa ocorreu no ano de 1327 em um mosteiro Beneditino Italiano, onde se localizava a biblioteca que guardava pergaminhos e livros com textos científicos e filosóficos, tidos como proibidos.             A chegada de um monge franciscano foi designada para investigar várias mortes, que estavam ocorrendo no mosteiro, tendo como vítimas os próprios religiosos.             O fator intrigante da trama é que os mortos eram encontrados com a língua e dedos pretos. No decorrer da história, descobre-se que os mortos haviam manuseado determinado livro.        O livro, cujas páginas estavam envenenadas, foi escrito pelo filósofo Aristóteles, onde enaltecia o riso, ofendendo profundamente a Igreja Católica na época medieval.        O acesso a este livro era restrito, sendo considerado como uma ameaça a doutrina cristã. A comédia era vista como uma forma de fazer com que as pessoas perdessem o temor a Deus e, portanto faria desmoronar todo o poderio cristão.  …

O SEGREDO DA ROSA.

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“A razão humana era má e só seria desejável perder-se no nada divino.”


Se você é amante do cinema e adora filmes instigantes e misteriosos, não deixe de assistir ao o filme O nome da Rosa baseado no romance mesmo nome do escritor internacionalmente conhecido Umberto Eco. É uma história ocorrida na Idade Média, no ano de 1327, em um mosteiro italiano, no qual estava acontecendo uma série de assassinatos. A partir daí, chega para investigar esses crimes o frade franciscano William de Baskerville, interpretado pelo ator Sean Connery, que traz consigo seu ajudante, Adso van Melk, interpretado pelo ator Christian Slater. Alguns acreditam que os assassinatos são obra do demônio, mas William de Baskerville não compartilha dessa ideia. Com a união de provas, ele descobre segredos guardados a sete chaves pela Igreja Católica, que guarda livros de alto teor artístico, na biblioteca labirintesca. Dessa forma, o monge utiliza-se da ciência e, consequentemente, da razão para dar solução aos crimes d…