30 de outubro de 2016

Dia Nacional do Livro


Comemore conosco uma data tão especial, em forma de comentário respondendo a questão acima.
Boa leitura a tod@s!
São dos desejos do blog Diário Virtual de Leitura!

9 de outubro de 2016

Poesia pra alma

     

     Saudações, turm@ que acompanha o blog Diário Virtual de Leitura!
    A postagem que abre o mês de outubro é muito significativa para o nosso espaço virtual porque trata-se de uma produção literária de muita importância por ser fruto do trabalho de um professor de Língua Portuguesa e incentivador incansável da leitura, estamos falando do professor Ciro Zulu Oliveira ou Ciro Oliveira Ferreira, cidadão de Jaguaruana-Ce, cidade vizinha a nossa Aracati. 
    Recentemente, o professor Ciro publicou seu segundo livro intitulado  "Poesia pra Alma", que marca a sua estreia como poeta, apresentando seu jeito de sentir, pensar e ironizar a poesia. Sua primeira produção "Pequeno Baú de Memórias", publicado em 2015, é uma coletânea de crônicas que une duas paixões do escritor: a terra natal e o próprio gênero crônica.
    O poema "Sufoquei" a seguir faz parte do livro "Poesia pra alma", publicado em julho deste ano pela editora Hbm, com 46 poemas divididos em três capítulos ou seções. O eu-lírico como se de um fôlego só registra o sentimento impiedoso de se acovardar diante daquilo que o faz sofre, sangrar. 
     Apreciemos, com muita alegria, o poema do professor, poeta e pesquisador Ciro Zulu, que marca o início do mês de outubro que homenageia dos professores de nosso país. 

Sufoquei

Quis falar.
Não pude.
Não pude ou não quis?
Não sei.
Aliás, eu sei.
Calei. Acovardei-me.
Sufoquei tentando matar
O que queria ser dito.
Não matei.
Fracassei.
Aquilo que eu não disse
Grita e sangra em mim.
E, assim, sou eu que
Morro aos poucos. 

Ciro Zulu 

26 de setembro de 2016

Questão de Pontuação

        
        Salve, salve, turm@ que interage com o blog Diário Virtual de Leitura!
      A postagem de hoje faz uma relação com a nossa língua materna no que se refere aos sinais de pontuação. Quem não já se viu com dúvidas quanto ao uso desses sinais? Pois bem, mas o texto a seguir poema de João Cabral de Melo Neto ( para saber mais sobre o autor clique aqui) nos sugere uma relação de reflexão que vai muito além de saber utilizar a pontuação de nossa língua. Você pode pensar nas relações humanas, na vid@, enfim...
        Desta forma, leia a seguir o poema e deixe suas impressões sobre o eixo central do texto: a que ele se refere? Que reflexões possibilita?

Questão de pontuação
—–
                                                       João Cabral de Melo Neto
—-
Todo mundo aceita que ao homem
cabe pontuar a própria vida:
que viva em ponto de exclamação
(dizem tem alma dionisíaca);
—–
viva em ponto de interrogação
(foi filosofia, ora é poesia);
viva equilibrando-se entre vírgulas
e sem pontuação (na política):
—-
o homem só não aceita do homem
que use a só pontuação fatal:
que use, na frase que ele vive
o inevitável ponto final.

Fonte: Agrestes, João Cabral de Melo Neto, Rio de Janeiro,  Nova Fronteira: 1985

21 de setembro de 2016

A paz invandindo o nosso coração

      
      Saudações pacíficas, turm@ que acompanha o blog Diário Virtual de Leitura!
      Hoje comemoramos internacionalmente o Dia da Paz, você sabia? O dia foi declarado pela Onu em 30 de novembro de 1981 e em 2006, por ocasião do Dia Internacional da Paz, Kofi Annan afirmou: Há vinte e cinco anos, a Assembleia Geral [da ONU] proclamou o Dia Internacional da Paz como um dia de cessar-fogo e de não violência em todo o mundo. Desde então a ONU tem celebrado este dia, cuja finalidade não é apenas que as pessoas pensem na paz, mas sim que façam também algo a favor da paz.
    E para comemorar esse dia tão importante e com grande carga de significado na atualidade até mesmo a rede social Facebook liberou o botão do "amei" para que seus usuários pudessem esbanjar paz pela rede social a fora. Nosso espaço virtual aqui não tem botões ou coraçõezinhos esvoaçantes, mas tem o espaço mais democrático e disponível possível: os comentários. Então nós queremos saber: o que é preciso nos dias de hoje para se ter a paz? A tão sonhada e desejada paz? 
      Desejamos sinceramente que a paz esteja em tod@s os seus corações!

16 de setembro de 2016

O que falta em nossa vid@s?

       Salve, salve, turm@ que interage no blog Diário Virtual de Leitura!
      A pergunta que abre a nossa postagem de hoje é bem intrigante, não acham? Há muito a sociedade busca essa resposta e a talvez a resposta esteja bem perto do homem. E foi  pensando nisso que trouxemos hoje um texto que sucinta muitas reflexões, há tempos esta autora não dava o ar da graça aqui em nosso espaço virtual. Alguém arrisca dizer que é? 
      Bem, estamos falando de Lya Luft, escritora, tradutora, colunista mensal da revista Veja e professora brasileira aposentada da UFRGS e que por sinal faz aniversário hoje. Olha que maneira bacana de homenageá-la duplamente: pelo seu aniversário e pela intensidade do texto, escrito há um bom tempo, mas que atravessa os anos com a atualidade que a reflexão sugere.
      Mas vou deixar de alongar a postagem e vamos ao que interessa: o deleite da leitura, é claro! Porém mais um tantinho de prosa. Não deixe de responder a questão inicial do texto e suas impressões de leitura nos comentários, ok?
       Boa reflexão a tod@s!


Falta alegria em nossas vidas

Meu Deus, como andamos chatos, dei-me conta outro dia. Não paramos de reclamar. Muitas vezes com razão: os impostos, o custo de vida, o desemprego, a violência, a prolongada adolescência dos filhos, a súbita falsidade de alguém em quem confiávamos tanto, a velhice complicada dos pais, a pouca autoridade das autoridades, a nossa própria indecisão.
As rápidas mudanças na sociedade, alguns ainda tentando arrastar o cadáver dos valores que precisam ser mudados, outros tentando impor a anarquia quando a gente devia era renovar, não bagunçar. Pensei que uma das coisas que andam ficando raras é a alegria, e comentei isso. Alguém arqueou uma sobrancelha: — Alegria? A palavra está até com cheiro de mofo...Tanta coisa grave acontecendo, tanta tragédia, e você fala em alegria?
Pois comecei a me entusiasmar com a ideia, e provocativamente fui contando nos dedos os motivos que deveriam levar a que o grupo se alegrasse: a lareira crepitava na noite fria, uma amizade generosa circulava entre nós, três bebês dormiam ali perto, na sala ao lado, ouviam-se risadas e, apesar de sermos na pequena roda mais ou menos calejados pelas perdas da vida, tínhamos os nossos ganhos em experiência, amores, conhecimento, esperança. Nenhum de nós desistira da jornada. Nenhum de nós era um malfeitor, um ser humano desprezível, ao contrário: a gente estava na luta, tentando ser decente, tentando superar os próprios limites.
Havia marcas da passagem do tempo em todos os rostos: ninguém se fizera deformar pelo fanatismo da juventude eterna, mas todos se gostavam o suficiente para não se deixar cair feito um trapo velho. Olhei em torno e gostei de nós: ali se viam belos cabelos pintados e belos cabelos brancos, rostos interessantes que tinham visto muita coisa, bocas marcadas que haviam dado muitas risadas e pronunciado palavras amorosas, mas também falado coisas duras, silenciado quem sabe ternuras difíceis, ocultado queixas que deveriam ter sido lançadas.
Mãos que tinham segurado bebês, conduzido crianças, confortado adolescentes, cuidado de velhos doentes, fechado pálpebras, dirigido automóveis, segurado ombros, fendido ondas, tapado o rosto em pranto solitário— quantas vezes ?
Éramos tão humanos, tão desvalidos e tão guerreiros, o pequeno grupo de amigos diante de uma lareira na noite fria, como centenas, milhares de outros, homens, mulheres, crianças, entre os dois mistérios do nascer e do morrer. Repeti a minha pequena heresia: — Eu acho que uma das coisas que andam faltando, além de emprego, decência e tanta coisa mais, é alegria. A gente se diverte pouco. Andamos com pouco bom humor.
Érico Veríssimo, velho amigo amado, uma de minhas mais duras perdas, me disse quando eu era muito jovem: “Lya, em certos momentos, o que nos salva nem é o amor, é o humor”.
Um riso bom ou um sorriso terno em meio a toda a crueldade, falsidade, hipocrisia, violência de acusações abjetas, de calúnias vis, de corrupção escandalosa, de desagregação familiar melancólica, de mentira secreta e venenosa pode nos confortar e devolver a esperança.

Lya Luft. Revista Veja. Editora Abril, 28 de julho de 2004.

14 de setembro de 2016

Seja bem-vindo Tempo!

       Saudações, turm@ que acompanha o blog Diário Virtual de Leitura!
      A postagem de hoje é uma colaboração que muito nos honra. Trata-se de um texto primoroso do jovem estudante de Letras da Faculdade do Vale do Jaguaribe (FVJ)  Madson Oliveira Caminha. 
      O poema intitulado Tempo versa sobre muitos pontos da vida cotidiana, mas as impressões de leitura ficam por conta de vocês. Não esqueçam de comentar, ein?


Outubro Rosa: apoiamos essa campanha!

         Saudações turma, que acompanha o blog Diário Virtual de Leitura !          Mais um mês se inicia e com ele a esperança de que...